Investidores de longo prazo pela natureza peculiar de seu passivo, os fundos de pensão brasileiros nunca tiveram desmentida essa sua vocação. Sempre que o horizonte de tempo se alonga, as boas notícias brotam. E uma nova confirmação disso surgiu ontem, quando o Núcleo Técnico da Abrapp divulgou os resultados dos últimos 10 anos. Pelo estudo se descobre que a rentabilidade acumulada do ano de 2003 para cá atingiu 399,44%, muito acima da meta atuarial do período, que ficou em 216,81%.
Isso significa nada menos que o retorno obtido pelos fundos de pensão em seus investimentos no período foi 84% superior aos compromissos previdenciários expressos no passivo.

O estudo mostra também que os imóveis foram os investimentos com melhor retorno no período. Nesses 10 anos os ativos imobiliários renderam 593,15%. Vieram em seguida a renda variável (588,08%), a renda fixa (340,21%) e as operações com participantes (239,81%).
Se a medida da rentabilidade é a média anual ponderada, o retorno proporcionado pelos imóveis ficou em 21,36%, contra os 21,17% da renda variável e os 15,98% da fixa.

Primeiro semestre – A primeira metade de 2013 foi um momento reconhecidamente difícil e não se espera que muitas entidades tenham conseguido fechar o período com rentabilidades positivas e muito menos batendo as suas metas atuariais. Reunida há dois dias, em Brasília, a Comissão Técnica Nacional de Investimentos da Abrapp fez um balanço preliminar nesse sentido, mas o fato é que ainda será preciso esperar alguns dias para que as fundações consigam consolidar os seus números definitivos. Não poucas provavelmente conseguirão mostrar que sairam do semestre empatadas, sem ganhos, mas também sem perdas.

Por outro lado, já não faltam exemplos de entidades que, tendo fechado os seus números, tiveram a confirmação de que se sairam bem no período, malgrado a conjuntura difícil. Nos próximos dias deverão ser conhecidos mais casos, mas sabe-se desde já que a Aceprev e a OABPrev-MG encerraram o semestre com rentabilidade positiva.

A Aceprev – Acesita Previdência Privada fechou o semestre com rentabilidade de 4,96%. Com aproximadamente 94% de sua carteira em renda fixa e a maioria dos investimentos alocada em títulos atrelados ao IPCA, entre NTNBs, DPGEs, LFs, dentre outros, a entidade teve um retorno próximo de 5,5% no período. A Aceprev manteve a precificação dos ativos em sua maior parte na curva, o que foi preponderante para o resultado obtido, explica a Diretora- Presidente, Nélia Maria de Campos Pozzi.

Na renda variável, com alocações em cinco fundos de ações, sendo dois fechados, a rentabilidade no semestre foi negativa em 3,2%. “Mas se comparada ao Ibovespa, que apresentou perda de 22,14%, esta carteira teve um resultado considerável”, ponderou Nélia.

Desde 2011, a estratégia da Aceprev em renda variável vem sendo ajustada, com a migração dos recursos anteriormente alocados em fundos de índice para fundos ativos e com estratégias diferenciadas.

O patrimônio da Aceprev está segregado em duas reservas distintas: a Cromo, onde estão alocados os recursos dos benefícios concedidos vitalícios e contas coletivas atuariais, e a Níquel, onde ficam os recursos dos benefícios concedidos de renda financeira, saldos de conta dos participantes ativos e fundos previdenciais. Apesar de possuírem estratégias de investimentos diferentes, ambas as reservas, superaram seus benchmarks neste semestre.

Já a OABPrev-MG fechou o semestre com rentabilidade de + 0,69%. O Diretor de Investimentos e Relações com o Mercado, Enéas Virgílio Bayão, explica o retorno positivo em um momento de mercado tão tumultuado principalmente pelo conservadorismo na alocação dos recursos.
“A Oabprev MG adotou a estratégia mais conservadora e defensiva, visando proteger o capital investido, com a montagem da carteira mais posicionada em renda fixa, em títulos públicos”, assinala Enéas, antecipando que a política tenderá a ser mantida no segundo semestre e pelo tempo necessário em 2014, diante da falta de perspectivas melhores para a economia brasileira.

A Previ, maior fundo de pensão do País, ao comentar ontem notícia de jornal que lhe atribuia perda nos investimentos feitos em uma empresa disse em nota acreditar “ ser de longo prazo a visão adequada para conduzir os investimentos dos recursos, uma vez que nossos compromissos são igualmente de longo prazo. Dessa forma, possíveis perdas pontuais não são determinantes para o resultado geral e fazem parte do processo”.

Segundo a Previ, nos últimos 10 anos os seus investimentos em renda variável alcançaram rentabilidade acumulada de cerca de 600%, muito superior ao Índice Bovespa (cerca de 440%) e a meta atuarial do período (cerca de 210%).

Publicado em 12/07/2013
Diário da Abrapp

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