Educação Previdenciária – Qual o melhor momento para se aposentar?

Desde julho, os segurados que já adquiriram o direito à aposentadoria estão recebendo, pelo correio, uma carta do INSS informando o valor do benefício. Para quem quiser se aposentar, basta pedir o benefício em um posto. Quem ficar insatisfeito com o valor e preferir continuar na ativa não precisa fazer nada basta ignorar a carta.

Os trabalhadores que quiserem se aposentar logo têm pelo menos sete motivos para pedir o benefício mais cedo. Mas quando é mais vantajoso pedir logo a aposentadoria e quando é melhor adiar o pedido?

De acordo com a advogada Rita de Cássia Thomé, os segurados que não conseguem mais emprego e já podem pedir o benefício devem fazê-lo, mesmo que isso represente uma perda considerável. “É uma forma de garantir renda“, afirma.

A maior queda é nas aposentadorias proporcionais, por conta do pedágio que fica para o INSS. Esse desconto é igual a 40% do tempo que faltava para completar 25 ou 30 anos (homem e mulher, respectivamente) de serviço em dezembro de 1998. “O cálculo de quem tem quase 34 anos de contribuição, por conta do pedágio, só irá considerar 30 anos de pagamento. Haverá desconto de 30% no benefício. Nesse caso, se puder, vale a pena esperar os 35 anos de contribuição para só ter a incidência do fator previdenciário“, afirma o advogado Daisson Portanova.

O economista e professor da PUC-SP Claudemir Galvani afirma que o trabalhador deve avaliar as condições financeiras. “Se ele estiver devendo, com cheque estourado, pode se aposentar e usar o FGTS para quitar dívidas“, orienta. Quem tem disciplina financeira pode se aposentar enquanto ainda estiver trabalhando para aplicar a grana. Nesse caso, diz Paulo Portinho, coordenador do Instituto Nacional de Investidores, é preciso consultar um especialista para ver se o rendimento esperado vai compensar. “Ele tem que avaliar bem, mas grande parte da população não consegue ter disciplina para poupar tanto“, afirma.

Por outro lado, quem já tem direito ao benefício integral deve avaliar se vale a pena esperar, já que, de um ano para outro, o aumento, pelo fator previdenciário, é pequeno -não chega a 10%. “O segurado deve analisar se essa diferença vale a pena“, diz a advogada Marta Gueller.

Mas quem esperar para pedir o benefício continuará recebendo os depósitos do FGTS. Assim, quando esse segurado se aposentar, poderá sacar uma bolada maior. Para quem tem algum benefício do INSS por incapacidade, como auxílio-doença, pode ser válido esperar.

Qual aposentadoria é a mais vantajosa?

Analisando alguns casos de segurados com dúvidas sobre aposentadoria e foi constatado que a maior preocupação é qual benefício pedir – por idade ou por tempo de contribuição. Outra questão é identificar o momento adequado para pedir o benefício.

Para especialistas, é preciso ficar atento às regras de concessão. Por exemplo, para quem contribui com o mínimo, o melhor é correr e pedir a aposentadoria o quanto antes. Isso porque, nesse caso, nem sempre a espera representa um aumento, segundo o advogado Daisson Portanova. Para conseguir a aposentadoria por idade, a mulher precisa ter 60 anos, e o homem, 65 anos. Além disso, é necessário ter um período mínimo de contribuição.

Mais tempo

No caso da aposentadoria por tempo de contribuição, o homem precisa ter contribuído por, pelo menos, 35 anos. Para a mulher, é necessário, no mínimo, 30 anos. Essa pode ser uma boa opção para quem contribui com um valor médio acima do salário mínimo. Nesse caso, poderá valer a pena abrir mão de receber o benefício antes para ter um valor maior por conta do fator previdenciário.

O trabalhador pode, por exemplo, continuar contribuindo e pedir a aposentadoria um pouco depois, para aumentar o benefício. Quanto mais tempo ele pagar o INSS, maior será a média das contribuições. No cálculo do benefício, o INSS considera a média dos 80% maiores salários de contribuição desde julho de 1994. Se hoje o segurado fizer uma contribuição alta, vai eliminar, na apuração da média, um pagamento menor que fez antes.

É o caso do taxista Edgard Camanzano, de 54 anos. Ele já cumpriu as exigências para se aposentar por tempo de contribuição. Como passou a pagar o teto nos últimos cinco anos, preferiu adiar o pedido e continuar pagando pelo teto, até o próximo aniversário, em fevereiro de 2010.

Mas, para saber se a espera vale a pena, é preciso calcular de quanto é o custo por ter de ficar sem receber a grana da Previdência e pagando o INSS, segundo a advogada previdenciária Marta Gueller.

Novas regras

Para a advogada Natali Araújo Marques, em alguns casos pode ser melhor esperar pela nova regra de cálculo da contribuição -o chamado fator 85/95, que está em votação na Câmara e pode antecipar a aposentadoria integral. “O segurado terá um período para avaliar qual dos dois modelos será o mais vantajoso.“

Preparação ajuda a ter benefício melhor

Para não ficar perdido na hora de pedir a aposentadoria, o melhor é começar a se programar bem antes. Segundo o advogado Daisson Portanova, é preciso se preparar pelo menos sete anos antes de agendar o pedido.

Para isso, o primeiro passo é saber quanto tempo o segurado tem de contribuição cadastrado na Previdência. A consulta pode ser feita por meio do extrato do CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais). A verificação pode ser feita diretamente nos postos do INSS, após agendamento pelo 135, ou no Banco do Brasil (só correntistas). É importante saber se falta algum período de contribuição -a alteração poderá ser feita direto no posto do INSS.

Quem trabalhou em alguma atividade que envolva risco à saúde também deve analisar se tem períodos que podem contar como tempo especial de contribuição – isso pode antecipar a aposentadoria. Os trabalhadores rurais também poderão ter suas atividades incluídas.

Publicado em 01/09/2009
Fonte: Agora S. Paulo

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